Qualquer coisa que possa me interessar...


A verdade nua e crua... mesmo.

Paulo Sacramento vai na contramão do modismo do gênero na atualidade e nos traz o que realmente esperamos de um documentário

           

Estamos numa época crucial para os documentários. E, em muitos aspectos, incerta. Obviamente não no aspecto comercial, já que verdadeiros mestres no marketing estão lidando com esse tipo de material e conseguindo proezas nas bilheterias. Os mais recentes exemplos disso são Super Size Me, de Morgan Spurlock, e, principalmente, o vencedor da Palma de Ouro Fahrenheit 9/11, do esperto e hiper-cultuado marketeiro/documentarista Michael Moore, que nesta semana ultrapassou a barreira dos US$ 100mi nas bilheterias americanas, algo que ninguém imaginaria que acontecesse até o anti-Bush mais conhecido do planeta aparecer.

A atenção por parte do público e da crítica cresceu, e a probabilidade é de crescer o investimento dos estúdios de cinema no gênero. Mas, junto com o investimento, vem a maior cobrança de retorno. E nem todos fazem documentários como Moore e Spurlock, denunciando grandes corporações e presidentes candidatos a reeleição, defendendo a todo custo seus pontos de vista, sendo manipuladores ao extremo. Mesmo obtendo resultados positivos ou efetuando magistralmente sua denúncia e conseguindo persuadir grande parte de uma poupulação, os meios utilizados para esse fim contrariam muito qualquer descrição que se pudesse ter do gênero, tanto na sondagem do tema abordado como tecnicamente. Eis então um aspecto incerto: a sobrevivência do gênero, ao menos em sua legitimidade.

E se isto já ocorre no gênero classificado como não-ficção, o que não aconteceria nos gêneros fictícios? Antes do presídio de segurança máxima do Carandirú ser demolido em 2002, Hector Babenco reuniu um extenso número de atores para filmar uma história completamente baseada em um livro de Dráuzio Varela, contando suas experiências dentro do complexo, e em depoimentos de presos. Espalhavam-se comentários e mais comentários em torno da produção, até a grande estréia no Brasil. Nas bilheterias, o longa obteve ótimos resultados. Hector provavelmente teve a mesma ambição dos documentaristas citados e foi extremamente manipulador, a fim de mostrar uma visão diferente dos presos do local. Centrou-se na época do horrendo massacre de Outubro/1992. Talvez até esteve cheio de boas intenções, mas acabou fazendo um filme que ao longo de sua duração torna-se confuso e parcial. Veio depois de um grande sucesso mundial, com uma proposta parecida e bem melhor cumprida: Cidade De Deus. Fez uma denúcia vaga demais, lidando com um assunto delicado demais, e apontou o dedo para um lado que, se com certeza não é totalmente imune, não é causador de todo o mal: a polícia. Mesmo assim, conseguiu convencer a uma boa parte dos expectadores que foram assistir ao filme com muita vontade (mesmo que fosse só de ver o Rodrigo Santoro como travesti), e engoliram tudo como verdade asboluta.

O que muitos não sabiam (e muitos, infelizmente, ainda não devem saber) é que, antes de tudo isso, alguns presos selecionados para um modelo de curso de vídeo e áudio digital, com a ajuda de alguns técnicos, documentaram em 2001 o difícil dia-a-dia do maior presídio já existente na América Latina, sob o comando de Paulo Sacramento.

O Prisioneiro Da Grade De Ferro: Auto-Retratos (nome baseado em um livro do jornalista Percival De Souza, lançado em 1983) resulta numa das melhores produções cinematográficas brasileiras e numa das melhores produções no gênero no mundo, sem nenhum esforço. Além da extrema preocupação em mostrar todos os lados da moeda, o filme contra com total respeito e dedicação dos detentos que participaram do projeto, além da descrição completa de todos eles. O ambiente proporcionado nos leva a prestar toda atenção no que eles nos tem a dizer e mostrar, sem nenhuma manipulação explícita ou implícita vinda da edição de Idê Lacreta e Paulo Sacramento. Há cenas em especial em que a edição tenta nos causar certa apreensão e que servem como denúncia (cena da entrevista de um dos inúmeros detentos que requeriam o benefício do regime semi-aberto, ou a cena com o áudio do depoimento de um fotógrafo e fotos de presos mortos tiradas por ele, assim como as dos presos vivos que o solicitavam), mas tudo é argumentado com extrema sinceridade e embasamento. Além disso, testemunhamos o que acontecia em todos os pavilhões, e conhecemos realmente o alojamento precário e todas as atividades praticadas por lá: estudo, trabalho, religião, esporte, armamento, prostituição, tráfico/consumo de drogas. Mas o brilho maior na opção do Sacramento em "dar a câmera aos detentos" reside, muito mais e melhor do que o filme do Babenco, em aproximar o expectador dos presos selecionados e de suas personalidades, para entendermos todos os seus desejos e anseios, e da sensação que eles tem estando num presídio como o Carandirú, desde a etapa em que se aporta até a etapa em que finalmente se consegue ver o mundo pelo lado de fora do "portal do inferno", termo este felizmente bradado numa declaração de um estrangeiro preso, em um certo momento do filme.

Sem diálogos de impacto bestas, narração manipuladora ou truques técnicos baratos, a produção atinge uma imparcialidade ímpar. Com sua edição limpa e brilhantes cenas inicial e final, chega ao título de obra-prima cinematográfica. Moore e Spurlock podem até ter documentários divertidos/revoltantes, com assuntos quentinhos, polêmicos e interessantes, vindos de um país "desenvolvido". Mas é o filme de Paulo Sacramento, o verdadeiro filme obrigatório. Fahrenheit 9/11 e Super Size Me são aguardados por mim, ansiosamente. Mas duvido que eles obtenham um resultado tão satisfatório como este que é um dos melhores filmes que foram lançados no circuito este ano.

 

("O Prisioneiro Da Grade De Ferro: Auto-Retratos", Brasil/2003)


PS - Finalmente entrei no tosco Cine Arte Posto 4. Agora que engatei a primeira, vai sem problemas. Mas só por causa dos filmes. Qualidade na projeção e na infra de menos, ar condicionado e economia (no bolso) demais...

PS 2 - Foi também o primeiro documentário que assisti numa sala de cinema, acreditam? Quer dizer, vi Pelé: Eterno este ano, mas nem Michael Moore faria algo tão... tão... Sei lá. Aquilo é documentário?

PS 3 - Link do site oficial do filme comentado, no pôster. É assim que tem que ser. É assim que será.

PS FINAL -  Acho que este é o texto que eu mais editei na minha vida blogueira. Aliás: já são quatro meses de blog, em? Nesta época de baixa, é um bom número.

Só para constar.



Escrito por LFM às 20h06
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Dr. George W. Bush or How I Learned To Stop Worrying And Love The Bomb

Clique na imagem! Já!

Kubrick deve estar dando umas belas risadas em seu caixão... Mas isso aí não é nada.
Clique na imagem para ver a paródia que cerca de seis milhões de internautas já viram.



Escrito por LFM às 18h07
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Só para constar...

Na semana passada, como estive doente, meio impossibilitado de sair de casa, não fui ao cinema. Talvez nesta semana eu consiga sair para ver algo, mas não tenho certeza. Nada de viagens também, ao contrário de grande parte dos blogueiros do Brasil. Tudo bem, andei vendo algumas coisas na TV que eu ainda não havia visto:

CAMPO DOS SONHOS (Field Of Dreams, de Phil Alden Robinson) -

Surpreendente diversão. Nunca tive coragem de ver esse filme, simplesmente por imaginar que ele fosse daquele tipo Sessão Da Tarde hiper-ultrapassado, que não valeria a pena. O diretor também não tinha trabalhado muito depois desse (dirigiu Quebra De Sigilo - The Snackers, de 1992, um filme para a TV de 2000, o primeiro capítulo de Band Of Brothers - de 2001, e o medíocre A Soma De Todos Os Medos - de 2002), isso me deu mais temor. Mais alguma coisa? Ah, o filme é estrelado por Kevin Costner (pós-Os Intocáveis e pré-JFK, porém ainda Kevin Costner). Não que ele seja dos piores, mas nem chega perto dos melhores. É da categoria dos apáticos. Contudo, depois de alguns comentários positivos que andei lendo por aí, tive coragem de vê-lo numa das reprises trimestrais do canal A&E Mundo. E não é que aqui tudo deu certo? Esta parábola escrita e dirigida por Robinson, baseada em livro de W.P. Kinsella, conta com um Costner incrivelmente simpático (assim como o resto do elenco), e com uma história que, se não surpreende com sua "reviravolta", o faz por conseguir não cansar em momento algum e ser emocionante e divertido mesmo beirando à pieguice exacerbante, além de sobreviver ao tempo, sendo o tipo de filme que é. Nada de novo, mas ainda um filme delicioso que será descoberto por muitos que tem em mente o mesmo que eu tinha em relação o filme. Aliás, o longa deve ter inspirado uns M. Night's da vida, por aí.

FUGA DESENFREADA (Highway, de James Cox) -

Dio mio. Que péssimo nome em português que deram para o filme de James Cox (diretor de Wonderland, nem cheiro deste por aqui), com roteiro do Scott Rosenberg (que meteu o dedo no Alta Fidelidade e e escreveu Coisas Para Se Fazer Em Denver Quando Está Morto, mas escreveu outras mediocridades como Impostor, Kanguru Jack e 60 Segundos), que semana passada estreou discretamente na HBO. Bem bacana, mas nada de tão empolgante ou memorável. O filme tem todo um clima 2000, mesmo se passando no ano de 94, mas há alguns lances nostálgicos durante a ação do filme. Interessante a "ação final" acontecer no dia da morte do Kurt Cobain - idéia interessante, usada quase em tom de homenagem. Jared Leto e Selma Blair não estão muito diferentes de outros carnavais e Jake Gyllenhaal idem, com a diferença de que convence. Destaque maior às participações sem-noção de John C. McGinley e Jeremy Piven.

FULL FRONTAL (idem, de Steven Soderbergh) -

Nem a espera pela exibição na TV à cabo valeu a pena. Constrangedor exercício de ego de Soderbergh e seus camaradas. Só se salva a estrelinha única pela boa piada com o David Fincher e por alguns momentos engraçados aqui e ali, além da mistura de imagens em película com imagens em digital - quem viu o filme sabe por quê. De resto, muita encheção e até algumas boas interpretações a serviço do self-ego. Uma masturbação cinematográfica, diria. Claro que não seremos nós, meros mortais, que sentiremos o prazer.

O MATADOR (Die Xue Shuang Xiong, de John Woo) -

Filmão de John Woo. Aqui, a eficiência das cenas se deve ao bom casamento do estilo inconfundível de Woo com a história e os ótimos diálogos (também escritos por ele), o que não anda acontecendo com os seus filmes Made In Hollywood. Chow Yun-Fat, como sempre, brilha pelos momentos de humor que conquistam a simpatia de quem o assiste, além de ser um baita ator de ação. É um dos grandes astros do gênero na história do cinema, com certeza. Agora, uma justificativa para a ausência de uma estrelinha na cotação: o final do filme, se não se entregasse ao clichê dos clichês no gênero policial, com a "vingança para satisfazer a todos", faria o longa ser uma obra-prima suprema.

O PESO DA ÁGUA (The Weight Of Water, de Kathryn Bigelow) -

Boa aposta da diretora de Caçadores De Emoção e Estranhos Prazeres, num estilo um pouco diferente do de costume. O filme flue bem, mesmo não tendo uma grande história, e não cansa, mesmo tendo tudo para tal. Interessante a mistura que a diretora faz entre a dramatização do assassinato das duas mulheres e as quatro pessoas no barco, nos dias de hoje, fazendo estudos sobre o fato e, ao mesmo tempo, conflitando entre si. A tensão vai aumentando gradativamente nas duas situações, nos mesmos momentos. O elenco brilha em dois aspectos: um exemplo do primeiro aspecto é Elizabeth Hurley, mais sexy do que nunca. Um exemplo do outro aspecto é Sarah Polley, numa grande atuação, passando as frustrações de sua personagem. Sean Penn está discreto, é só um grande nome para chamar a atenção. Não é um filme brilhante (na primeira hora demora para engrenar), mas vindo de quem logo depois fez K-19...

A TERRA TREME
(La Terra Trema: Episodio Del Mare, de Lucchino Visconti) -

Melancólico ao extremo. Visconti nos leva a uma comunidade de pescadores da aldeia Aci Trezza, na Sicília, e nos mostra a tristeza e a miséria presentes, e a exploração dos comerciantes locais aos trabalhadores, uma realidade presente no passado e (infelizmente) nos dias de hoje. Apesar das intenções comunistas por trás do projeto, toda a história é narrada de maneira sutil, simples como o povo que retrata, sem demonstrar essas intenções. O auge do Neo-Realismo italiano está aqui. Protagonizado pelos próprios habitantes da aldeia e falado em siciliano, o filme realmente passa a verossimilhança que Visconti deseja passar, mas consegue ser um filme único, mesmo tão marcado pelo movimento cinematográfico ao qual pertenceu. Preciso ver mais do cara.


That's it.



Escrito por LFM às 17h35
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Spiderman 2 - By LEGO

Assistam isto.

Porque depois de assistir a este curta, com um final tão ousado, quem vai continuar acreditando que o filme do Sr. Raimi é obra-prima?



Escrito por LFM às 15h19
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O CINE ARTE POSTO 4, aqui de Santos, está com uma programação no mínimo interessante para Julho. Acho que finalmente vou entrar nesta minúscula sala.

Pelo menos um filme eu assisto lá, este mês.



Escrito por LFM às 01h06
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Marlon Brando (1924-2004)


   
You'll always be in our hearts!



Escrito por LFM às 20h38
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Senhoras e Senhores, apertem os seus cintos!

Ou "Sam Raimi is back, fellas!"

Apesar de ter gostado bastante de Homem-Aranha, de 2002, com seu exemplar desenvolvimento de personagens (e, embora as citações estejam lá, isso não significa que tudo foi exatamente igual aos HQ's, ou então não haveria razão para se fazer um filme), depois ter gostado ainda mais nas duas vezes em que o revi, eu não acreditava que sua sequência fosse fazer alguma diferença, muito menos remeter-se ao talento de Sam Raimi na direção, o que já não aconteceu no primeiro filme, nem nos dois filmes anteriores a este, O Dom Da Premonição e Por Amor. Mas eis que, mesmo dominado por contrato, com pouco tempo e muito dinheiro (ou seja, mais chances de fazer besteiras), Raimi impôs seu estilo a franquia. Esse sim, vale o crédito (Directed by Sam Raimi) na super abertura, feita com cartoons cheios de citações ao primeiro filme.

O famoso (e hiper-talentoso) diretor de marcantes filmes B, como a trilogia Evil Dead e Darkman - Vingança Sem Rosto, que sabe como poucos misturar tensão e humor num mesmo projeto, nos brinda com inúmeras cenas deliciosas e empolgantes em Homem-Aranha 2. Mesmo cuidando de um projeto ainda mais caro e ambicioso, Raimi teve mais calma, trabalhou muito bem o seu estilo de filmar, e agora pode definitivamente provar que consegue "gastar bem o dinheiro". Tudo bem que, sempre que nos depararmos com cenas como a do Dr. Octopus (ótimo Alfred Molina) no hospital, ou a (mais uma vez) participação especial de Bruce Campbell, desta vez em uma cena mais bacana, nos lembraremos de sua filmografia. Mas não é aí que está a graça, afinal?

E se, nesta continuação, o vilão principal (Doc Ock) é um personagem desenvolvido de maneira nem tão exemplar (tendo como última cena um desfecho mais clichê impossível), um outro vilão, provavelmente por ter uma relação maior com todos os outros personagens do filme, ganha maior destaque, como o esperado. É o jovem, ambicioso, e com sede de vingança Harry Osborn (bem encarnado por James Franco), filho de Norman, ou o Duende-Verde-que-o-filho-ainda-não-conhecia. Mas não é só isso (já dizem os chatos infomerciais da vida): Peter Parker (feito mais uma vez pelo sempre inconfundível Tobey Maguire) continua sendo intimamente explorado. Raimi e os roteiristas Michael Chabon, Alfred Gough, Miles Millar, Alvin Sargent e David Koepp (baseados, claro, nos personagens de Steve Ditko e Stan Lee) não cansam (nem a eles mesmos, nem ao espectador) de mostrar as dificuldades da vida de Peter e como ele considera as consequências de suas decisões, e tem muitos conflitos em sua consciência (com as mais do que adequadas narrações em off), além da relação com sua família (somente a Tia May e as lembranças que tem do Tio Ben), com sua amada Mary Jane Watson (Kirsten Dunst, outra que é sempre inconfundível), com seu preocupado professor da faculdade, Curt Connors, com o chefe J. Jonah Jameson e seus colegas de trabalho, com sua nova inspiração, Otto Octavius, e com seu muy amigo Harry, além das pessoas comuns, que cultuam e clamam pelo herói, sem saber sobre o ser humano por trás do mito. Todos esses aspectos ganham o seu devido destaque no longa.

E os aspectos técnicos? Sim-sim. Como já se havia de imaginar, as cenas de ação são mais bem elaboradas, tem mais o estilo Raimi (como já citei) e... o que mais, mesmo? Ah, sim: os efeitos especiais deram uma melhorada. Em muitos pontos (como na simulação dos movimentos do 'aracnídeo') ainda não chegam ao realismo. Mas o pessoal da Sony Pictures Imageworks deve ter mantido assim de propósito, pois as cenas de ação feitas com ajuda de efeitos computadorizados (Há! Todas...) são das mais realistas na atualidade. Além disso, o filme conta com uma fotografia e direção de arte super cartunísticas, como já o eram no primeiro. A trilha sonora de Danny Elfman também aproveita muito do primeiro filme, mas é corretíssima. O que é o mínimo que o grande Elfman chega a fazer. O cara nunca erra feio.

Este foi mais um exemplo de uma boa escolha dos grandes executivos, de grandes estúdios. Perceberam que é a melhor opção, alguém realmente criativo para tomar as rédeas de uma grande produção, feita para render horrores. Eles não entregam o ouro todo, mas concedem alguns direitos. Assim, os filmes "deles" continuam rendendo, e agora com uma qualidade melhor! O que podemos concluir? Grandes diretores trazem grandes blockbusters? That's it? Agora então só falta os executivos aceitarem roteiros mais interessantes e darem chances maiores a diretores estreantes? Calma aí, isso não cheira bem. A liberdade não é a mesma, os caras sempre esperam algo em troca. E assim, como os novos diretores vão provar o seu talento, como fez Sam Raimi, há quase três décadas? Ih... Deixem os indies como estão, e tudo estará bem. Não muito bem, ou ótimo, ou excelente. Mas, pelo menos, bem.

 

("Spider-Man 2", de Sam Raimi - EUA/2004)



PS - Yey! Ted Raimi is back, fellas!

PS 2 - Yey! Vocês viram a participação-relâmpago de Stan Lee? Ele até tem uma fala! ("Cuidado!")

PS 3 - Não sou fã dos HQ's, pois nunca tive uma verdadeira oportunidade de lê-los.

PS Final - Tive uma ótima experiência na sessão desse filme, ao contrário de alguns: o som Dolby Digital do Cinemark Santos estava caprichado...

Só para constar.



Escrito por LFM às 17h58
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FILMES VISTOS EM JUNHO

Uepa! Muita coisa que eu finalmente vi, que eu finalmente revi... Vamos lá:

Sublinhados: filmes revistos.

NO CINEMA

Cazuza - O Tempo Não Pára (idem, de Sandra Werneck e Walter Carvalho) - ***
Harry Potter E O Prisioneiro De Azkaban (Harry Potter And The Prisoner Of Azkaban, de Alfonso Cuarón) - ****
Shrek 2 (idem, de Andrew Adamson, Kelly Asbury e Conrad Vernon) - ***

EM CASA

Alien: Versão Do Diretor (Alien: Director's Cut, de Ridley Scott) - *****
Amor À Toda Prova (Uncondicional Love, de P.J. Hogan) - ****
As Armadilhas Do Amor/Um Sonho, Dois Amores (The Thing Called Love, de Peter Bogdanovich) - ****
Assalto Ao Trem Pagador (idem, de Roberto Farias) - *****
Beary E Os Ursos Caipiras (The Country Bears, de Peter Hastings) - **
O Bebê De Rosemary (Rosemary's Baby, de Roman Polanski) - *****
Cantando Na Chuva (Singin' In The Rain, de Gene Kelly e Stanley Donen) - *****
The Commitments: Loucos Pela Fama (The Commitments, de Alan Parker) - ****
Como Se Fosse A Primeira Vez (50 First Dates, de Peter Segal) - ***
Cotton Club (The Cotton Club, de Francis Ford Coppola) - ****
Creepshow (idem, de George A. Romero) - ****
Os Dez Mandamentos (1956) (The Ten Commandments, de Cecil B. DeMille) - *
Divisão De Homicídios (Hollywood Homicide, de Ron Shelton) - **
Dogma Do Amor (It's All About Love, de Thomas Vinterberg) - 0
Embriagado De Amor (Punch-Drunk Love, de Paul Thomas Anderson) - ****
Feitiço Da Lua (Moonstruck, de Norman Jewison) - ***
O Filho (Le Fils, de Jean-Pierre & Luc Dardenne) - ***
Frida (idem, de Julie Taymor) - ****
Gandhi (idem, de Richard Attenborourgh) - ****
Os Gritos Do Silêncio (The Killing Fields, de Roland Joffé) - *****
Hana-Bi - Fogos De Artifício (Hana-Bi, de Takeshi Kitano) - ****
O Homem Da Capa Preta (idem, de Sérgio Rezende) - ***
O Homem-Elefante (The Elephant Man, de David Lynch) - *****
Insomnia (idem, de Eric Skjoldbjærg) - ****
Os Irmãos Cara-De-Pau (The Blues Brothers, de John Landis) - ****
Madame Satã (idem, de Karim Aïnouz) - ****
O Mais Longo Dos Dias (The Longest Day, de Ken Annakin, Andrew Marton, Bernhard Wicki e Darryl F. Zanuck) - ****
Marte Ataca! (Mars Atacks!, de Tim Burton) - *****
La Meilleure Façon De Marcher (idem, de Claude Miller)- ***
Meu Nome É Rádio (Radio, de Michael Tollin) - **
A Montanha Dos Sete Abutres (The Big Carnival, de Billy Wilder) - *****
Pânico Na Floresta (Wrong Turn, de Rob Schmidt) - **
O Piano (The Piano, de Jane Campion) - ****
Prova De Amor (All The Real Girls, de David Gordon Green) - ****
Revelações (The Human Stain, de Robert Benton) - ***
Sem Medo Da Morte (The Enforcer, de James Fargo) - **
Sexo, Amor & Traição (idem, de Jorge Fernando) - *
O Siciliano (The Sicilian, de Michael Cimino) - ****
A Sombra De Um Homem (The Salton Sea, de D.J. Caruso) - ****
Sonhos (Dreams/Yume, de Akira Kurosawa) - ****
O Sorriso De Monalisa (Monalisa Smile, de Mike Newell) - ***
The Trip (idem, de Miles Swain) - ***
Tiros Em Columbine (Bowling For Columbine, de Michael Moore) - ****
A Última Tentação De Cristo (The Last Temptation Of Christ, de Martin Scorsese) - *****
Wendigo (idem, de Larry Fessenden) - *

Total: 48 Filmes.

Wow. O melhor mês em relação a quantidade de filmes. À qualidade nem tanto, mas vi muitos filmaços sim. Além do mais, estreei Cimino, Wilder, Miller, Kitano, Joffé, Dardenne(s), Vinterberg (da pior maneira possível), Skjoldbjærg, etc. Bom mês, mas falta muita coisa pra ver. Ainda bem.


Melhor filme visto no cinema: Harry Potter E O Prisioneiro De Azkaban
Pior filme visto no cinema: Cazuza - O Tempo Não Pára

Sim, mas que piada. Pouca coisa estreou aqui, e só vi 3 filmes no cinema. O pior fime que vi eu até achei bom.

Melhor filme visto pela primeira vez em casa: A Montanha Dos Sete Abutres
Pior filme visto pela primeira vez em casa: Dogma Do Amor

Para decidir o melhor, difícil. Vi obras-primas como o filme do Roberto Farias, o filme do David Lynch, o filme do Ridley Scott e o filme do Roland Joffé. Revi muitos filmaços também (como o do Scorsese, que ganhei de aniversário em DVD). Mas talvez até os considerando, eu iria preferir o filme de Billy Wilder. É um tipo de filme que vai sobreviver a todas as épocas e ainda será visto e lembrado. Seu conteúdo permanecerá sempre atual. E em uma época como a nossa, pelo menos, pode render grandes discussões.

Para decidir o pior, nem tão difícil. Vi muitos filmes ruins, mas nada comparável a este filme de Thomas Vinterberg. Tenho pesadelos com os ugandenses voadores todas as noites. Ok, estou brincando. Foi só durante o resto da semana em que vi o filme. Fiz um comentário sobre esta bomba visionária, àlguns posts atrás. Me recuso a escrever mais sobre.


Julho eu começo vendo Jogada De Risco e A Missão, e revendo Os Pássaros, além de Pelé: Eterno e Homem-Aranha 2 no cinema. Tenho Touro Indomável, Di Cavalcanti Di Glauber e Saló no PC, mas parece que a placa de som aqui foi para o brejo. Oh, fuck.

Só para constar.



Escrito por LFM às 17h56
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