Qualquer coisa que possa me interessar...


Quando não houver mais espaço no inferno...

Tô parecendo um zumbi, ultimamente. Sério. Dormindo em horários completamente anormais, e acordando também. Me comportando feito um. Minha família concorda com isso, inclusive. Mas mesmo assim, estou vendo filmes adoidado, inclusive no cinema. E não, não acabei com a 'carne fresca' do pessoal aqui em casa.

Mas, ei, até que eu não estou tão parecido com esta figura. Não se considerarmos o tratamento que os filmes atuais estão dando para o tema. Os exemplos mais famosos disso são: Extermínio, de Danny Boyle, e Madrugada Dos Mortos, uma versão bem mais realista do clássico de George A. Romero, com roteiro de James Gunn (Ahn? Por acaso é o mesmo da dupla tosca responsável pelas bombas-Scooby Doo?) e direção bem apurada do estreante Zack Snyder, que, lê-se por aí, desistiu de dirigir a versão cinematográfica de S.W.A.T. para se intrometer nesse aqui. Já começou bem.

Gunn e Zack aproveitam o tema de uma forma bem parecida com a que Danny Boyle tinha o feito em seu 28 Days Later, oferecendo uma boa dose de sustos e zumbis infinitamente mais ágeis e assustadores. De quebra há uma leve crítica social, mas numa intensidade bem menor do que na versão original e do que no filme do Boyle, que também se mostrava mais pessimista com relação aos humanos, e mais otimista com relação ao futuro da humanidade diante de tal situação (e isso é possível).

Além disso, Boyle excluiu totalmente o humor negro de seu longa. Gunn e Zack ainda ultilizam desse recurso, embora isso não seja, realmente, o que marque a obra, assim como marcava a versão de 1978. O que é característica principal nesta versão de 2004, assim como no 28 Days, é o alto nível de realismo imposto por Zack, que, com a ajuda dos tempos (fáceis) atuais, dá tratamento de filme A ao longa. Tudo se torna crível, ao contrário da trilogia do Romero, mais especificamente a segunda parte, já que A Noite Dos Mortos Vivos, de 1968, e principalmente O Dia Dos Mortos, de 1985 (ou como você acha que Boyle se inspirou para fazer os seus soldados malvados?), mesmo com o tosco imperando, largam o humor negro e levam o tema mais sério.

Mas na trilogia de Romero esse realismo tinha um limite. No filme do Zack e no filme do Boyle, esse limite é ultrapassado. Bem menos no filme do Zack, com um roteiro que nada explica em relação à origem de tal 'epidemia', ou apresenta qualquer sinal de esperança para o mundo diante de tais circunstâncias. Ele mostra o caos, o quanto as pessoas alterariam o seu comportamento, e perderiam a sua racionalidade. Boyle também tinha essa preocupação, mas ainda queria deixar resquícios de atitudes racionais e pró-humanidade, em algumas personagens. Gunn e Zack têm bem menos preocupação com isso e, se entregando a um clichê do gênero, remetem, em um certo tempo do filme, uma ilusão de controle e união entre o grupo de sobreviventes, para jogá-la fora em qualquer momento de perigo mortal, de qualquer personagem, seja por egoísmo, ou atitude/circunstância relâmpago-imbecil.

Tal ilusão é, ao menos, bem utilizada por Zack, que consegue, do início (primeira cena da personagem principal, irônica, ao som de Have A Nice Day, mais tarde créditos iniciais + imagens pertubadoras ao som de The Man Comes Around) ao fim (mais pessimista impossível), manter o expectador ligado, aceitando tudo que vê, entretido. E meu Deus, como se entreter tanto é difícil com o gênero nos dias de hoje.

Fãs de filmes com o tema devem estar pulando de alegria.

Eles voltaram a nos assombrar! Tá faltando espaço lá em baixo! 


Bom, como vocês já devem ter percebido, fiz a lição de casa e já completei a trilogia do Romero. Vi tudo. O terceiro é o mais fraco, mas ainda é bom.



Escrito por LFM às 02h00
[ ] [ envie esta mensagem ]


Clique aqui.

É MUITO HILÁRIO! VÃO JÁ NESSE SITE!
E não deixem de ver o episódio mais recente.



Escrito por LFM às 14h12
[ ] [ envie esta mensagem ]


Caralho! Já tem um mês essa porra!



Escrito por LFM às 04h27
[ ] [ envie esta mensagem ]


Acalme-se Leonardo, numa boa. Respire...

Finalmente!
Eu já tive essa experiência inesquecível na telona. E você?

Mesmo com todo o atraso (de praxe) proporcionado pela Lumiere Brasil, esperei tranquilamente pelo dia em que entrasse em cartaz nos cinemas 'a primeira parte do 4º filme de Quentin Tarantino', Kill Bill - Volume 1.

Evitei qualquer tipo de comportamento excessivamente apreciativo, e que pudesse prejudicar a minha visão do filme ao vê-lo. Foi mesmo por esperar 'uma sessão perfeita', do que seria o primeiro filme de um dos meus diretores favoritos que eu veria na tela grande, que o fiz tranquilamente.

Mas o dia 23 de Abril de 2004 (que substituiu muitas anteriores datas de estréia) chegou, e junto com ele trouxe a euforia e a ansiedade. O tal do 'mal posso esperar'. E no exato momento em que descobri, ao acordar do cochilo matutino (vindo depois de 24 horas sem dormir), que havia perdido a primeira sessão do dia, tal comportamento tornou-se, desnecessariamente porém inevitavelmente, mais intenso. E isso me custou um conflito familiar, que resultou numa ameaça de atraso para minha chegada à tempo de assistir a segunda sessão.

Chegando na sala de cinema no momento em que um habitual anúncio de um parceiro comercial da rede de cinemas em que eu estava era exibido, e reparando 'um ambiente perfeito para uma sessão perfeita' (sala com poucas -e educadas- pessoas), logo me tranquilizei. Assisti a 5 trailers de blockbusters que virão por aí, seguido de uma então inédita animação divertida da rede de cinemas, e me distraí mais ainda. Aumentou a tela, e a vinheta da Lumiere me fez lembrar de todo o tempo em que tal oportunidade era aguardada por mim. A empolgação voltou. E uma memorável cena inicial me impeliu a, simplesmente, desfrutar de todo aquele show orquestrado pelo Quentin.

É mágico. Uma grande homenagem a realizações (cinematográficas ou não) importantes e determinantes para a inspiração do diretor, mas que para o público não tem necessidade de soar como tal. Tarantino impõe à sua obra, como em todo o resto de sua filmografia, um estilo completamente distinguível, mesmo que sempre em tom de homenagem a outras obras (que, neste longa, parte de suas influências vindas desde os filmes de artes marciais até os western spaghetti, e tendo, em algumas cenas, certos elementos de cada gênero se unindo, perfeitamente).

Os exemplos disso são os mesmos de sempre. O elenco vasto, com os atores certos, o inigualável casamento do filme com sua trilha sonora (raramente com temas originais para a obra), cenas dramaticamente/psicologicamente intensas, diálogos pretenciosos (simples ou não, mas sempre geniais), montagem extremamente eficiente.

What about tonight, bitch?!

O que diferencia Kill Bill - Vol. 1 de seus outros filmes é o maior colorido na fotografia (ou descolorido, como, por exemplo, na cena de referência aos filmes de artes marciais que influenciaram Quentin, ou em lembranças da personagem de Uma Thurman), o que aumenta o tom de homenagem (já mais intenso que em seus outros filmes), além de um admirável respeito à cultura japonesa (e o gosto pela mesma, citando desde animes e os já referidos antigos filmes de artes marciais até a beleza da língua do país e da cultura samurai em si). Até nas situações mais cômicas a envolvendo, o respeito é notório e o elenco ocidental compactua com tal.

A violência que, em "Cães de Aluguel", "Pulp Fiction", "Grande Hotel" e "Jackie Brown", já era propositalmente exagerada, nesse vira uma bela de uma sátira. Explícitamente escrachada, também funciona como homenagem.

E como todos os fãs do Tarantino devem saber (devido às declarações do mesmo), é a primeira parte de Kill Bill a mais 'agitada'. Tal imposição é atingida, e muito bem, mas os diálogos que as pessoas se acostumaram a constar em seus roteiros se fazem presentes neste também. E novas pérolas aparecem. Alguns personagens ainda não ganham muito espaço nesta 'primeira metade', mas prometem obtê-lo na 'segunda'.

Matamo a vaca... certo?Eu sou a melhor... certo?
A Vingança é um prato que se come frio... certo?Eu a desprezo. Eu a odeio. Mas isso não significa que eu não a respeito.

Uma Thurman é perfeita para o papel de A Noiva (cujo nome verdadeiro é genialmente ocultado neste filme quase sempre em que é pronunciado, mas não sempre...) e a faz com uma maravilhosa alternância entre o dramático e o cômico. O mesmo cabe ao elenco de apoio, com Lucy Liu e a sua O-Ren Ishii, Vivica A. Fox e sua Vernita Green, Daryl Hannah e sua Elle Driver, além de outras discretíssimas participações como as de Michael Madsen e David Carradine, respectivamente como Budd e Bill (que no Volume 2 devem protagonizar várias cenas, com alguns diálogos-pérolas).

E tudo que vi foi a metade de um filme, que já supera em qualidade metade dos filmes lançados no ano. Não tem como o Quentin estragar uma meia-obra-prima dessas. Ele vai transformá-lo numa obra-prima inteira. E isso só poderei constatar na telona quando a Lumiere decidir lançar o Vol. 2. Vou esperar tranquilo.

I will kill bill... and, in Brazil, rather this year. But only if Lumiere let me. 

PS: A média de vezes em que escuto a versão de 10 minutos da música do Santa Esmeralda, trilha de uma sensacional cena do filme, é de 6. É uma hora do dia só pra isso. A canção de Nancy Sinatra (Bang Bang) também é fodona e ouço muito.



Escrito por LFM às 14h17
[ ] [ envie esta mensagem ]


Uma pequena anotação sobre... dois filmes em cartaz:

Receita de Stephen King e David Koepp para "A Janela Secreta". Uma pitada de clichês de contos do Stephen + Idéias "hiper originais" de Koepp para seu roteiro e direção. Ou, passo a passo:

- Uma pitada à gosto de cidade pequena, com policiais ignorantes, misturado com um pouco de cidade grande e advogados "espertalhões".
- Um pouquinho de Colheita Maldita, Cemitério Maldito e Louca Obsessão. Mas bem selecionado, em?
- Para salgar, acrescente um pouco de Identidade e uma colher de sobremesa de elementos técnicos à la Fincher / DePalma.

Mexa tudo, ponha no forno. Opa, filme.

E na cobertura, salpique um elenco de apoio caprichado. A cereja no bolo? Quer dizer, o pedacinho de massa no meio da torta? Um ator principal bem versátil.

Atualmente a coisa não anda dando bons resultados, mas dessa vez até que deu certo. E foi por causa da cobertura. Se não fosse por John Turturro e Johnny Depp nos papéis principais, o resultado seria bem inferior. E, OK, antes do final "bombástico", Koepp consegue segurar bem as expectativas e enganar (em uma hora de filme, pensava se realmente tinha visto certo, se aquilo era mesmo baseado em um conto do King). O resto do filme só conseguimos aturar pelos atores principais (principalmente o Depp). No final das contas, o resultado é positivo. Por pouco.

Depp, cuidado para o filme não cair de suas costas.  ***


Scooby dooby doo

O que não é esperar uma bomba completa?

A (bizarra) dupla Raja Gosnell / James Gunn voltou com mais disposição, assim pode-se concluir, para fazer algo mais divertido nessa continuação. Investiram no mesmo tipinho de piadas e situações. Não mexeram em nada, quanto à isso. Mas, talvez pela maior boa vontade, ou pelos efeitos visuais melhorados (ou seja, assumindo que são toscos e/ou cartoons, e mesmo assim os fazendo interagir melhor com o que é real), tudo deu mais certo. O problema é que a avacalhação da metade final do filme (graças ao... hum... roteiro, que partiu definitivamente para mesmice) o deixou quase no mesmo nível do primeiro.

Nada de explicar origem de personagens ou relacionar muitas coisas desse com o anterior, e muito menos dos dois com o desenho animado. E é bom que não o faça mesmo, ou os fãs do desenho, já revoltados com o primeiro, dariam ultimato à dupla responsável pelos dois filmes e... um provável terceiro.

Razão para a diversão esquecível durante a sessão: Dupla Matthew Lillard/Scooby Doo. Mais uma vez. Matthew está tão dentro de seu personagem (de novo), que sequer imaginamos durante o filme que ele sempre estava atuando com o nada. Ele é o Salsicha. Scooby está mais parecido com o do desenho (os pêlos estão mais claros, e ele se move mais ainda como o da Hanna Barbera), e a interação dele com o elenco (principalmente o Lillard) está melhorada mesmo assim.

As participações de Seth Green e (principalmente, a discretíssima) de Peter Boyle melhoram o filme. Alicia Silverstone faz... Alicia Silverstone, assim como o Prinze Jr. e a Michelle Gellar limitam-se ao clichê deles mesmos. Linda Cardellini é que foi a escolha certa para fazer Vilma (personagem mais respeitada nesse, do que no primeiro). Sabe-se que ela não é um poço de talento, mas é simplesmente a atriz certa para tal. Mesmo sem o rosto conhecido.

Devem fazer mais um, e com o mesmo lenga lenga. Que façam, então, um mais divertido ainda. Assim, a cotação aumenta de novo.

Faz mais um e aposenta, Gosnell!  **


Ah, ontem vi no PC o A Noite Dos Mortos Vivos, do Romero. Filmão, sem tanto gore (se bem que aquilo em 1968 já era mais que o bastante), com bem mais estilo. Foi o segundo dele e da trilogia dos mortos, que vi (escrevi sobre Dawn Of The Dead/1978, lembram?), e foi o primeiro que vi sem legendas, com som original.

Me aventurei mesmo (até porque não achei a legenda desse na internet), e entendi sem problemas. Claro que, com diálogos fáceis, tudo fica mais acessível. Mas fiquei feliz assim porque ainda não sou cursado em inglês. Ainda.

Falta o terceiro. Como esse tem até DVD à venda, baratinho, dependendo...



Escrito por LFM às 21h42
[ ] [ envie esta mensagem ]


As mesmas fórmulas, ainda rendendo filmes agradáveis

'Confidence: O Golpe Perfeito' - chegou com extremo atraso no Brasil, como é de se esperar das pequenas distribuidoras.             'Mar de Fogo' - chegou com pouco atraso, apesar do discreto desempenho nos cinemas americanos.

Sem planejar nada, saí pouco depois do almoço almejando ver dois filmes na telona. Em compensação, não estava com aquele bem-estar de outros dias e, dependendo do que fosse encontrar, era capaz de, pelo menos, sair no meio do segundo filme que eu fosse ver.

Coincidência ou não, os dois fillmes que conferi hoje se encaixavam perfeitamente no meu nível de tolerância do dia. Nada difíceis, com certa dose de humor, tensão, e respeitando fórmulas já básicas de seus respectivos gêneros, mas não por isso filmes que subestimam o público. Cumprem bem seu papel, entretém, e não tentam te convencer que são o que não são (como o filme que meti o pau, mais abaixo, com a Anjelina Jolie). Têm boas interpretações e nem são totalmente esquecíveis. Mas também sabem e fazem questão de deixar claro o que realmente são: consumo rápido.

Isso é o que têm em comum Confidence - O Golpe Perfeito e Mar de Fogo, o primeiro em cartaz há algmas semanas, o segundo em cartaz desde Sexta-Feira.

James Foley investe numa trama de roubo e corrupção das mais deja vú na atualidade. Devido à agilidade de sua direção e do roteiro (que não faz o espectador esquecer de personagem algum), e aos grandes e nem tão grandes atores (todos fazendo bem o seu papel na trama, e sem alguns egos inflando, o que surpreende), o filme é extremamente agradável, e te mantém ligado sempre. A sensação de deja vú só vem depois.

Joe Johnston investe numa aventura das mais deja vú da história do cinema. Devido à boa vontade dele de sempre, ao Viggo Mortensen e Omar Sharif (que não saem do estereótipo de 'herói' e 'coadjuvante árabe' de aventura, mas nunca soam irritantes por isso), à fotografia que não ousa e acerta, e aos efeitos especiais (convincentes, e que não invadem a tela a cada tomada), o filme também é extremamente agradável e entretém. A sensação de deja vú enche o saco às vezes, durante a projeção, mas também não irrita.

Inofensivos, 'certinhos' e sem interpretações ruins. Sequer fizeram muito barulho, não tiveram divulgação violenta (leia-se: manipuladora e massificada). Se todos os filmes hollywoodianos fossem, no mínimo, o que esse dois são...

Cotação de ambos os filmes (0 à 5): ***



Escrito por LFM às 21h47
[ ] [ envie esta mensagem ]


Roubando Vidas

Tenha um 2º semestre melhor, Anjelina...

Vi agora. Sei lá o que dizer sobre. Serei como o filme.

É óbvio do início ao fim e disperdiça bons (e maus) atores. Tem dois sustinhos, em situações que sequer ajudam o filme. Estão em dois momentos completamente desnecessários, considerando a conclusão do longa. Aliás, o que é realmente necessário ali? Além da Anjelina, né...

"Mais um esquecível, que chega a entreter até o momento dos créditos finais, e só", pensei. Saí da sala e, em vez de esquecê-lo, lembrei do que vi durante a projeção. Aí não consegui segurar um "bom" como conceito. Mas o que posso fazer? Sou, além de cinéfilo, um amante do gênero. E, ao contrário da maioria que vai ao cinema para vê-lo, eu não gosto adivinhar tudo o que acontece no filme, antes da exibição do mesmo. Ou ver um filme extremamente previsível, que tenta convencer, até o final, de que não o é.

O filme mantém até um clima tenso, até a hora da "revelação". Aí a coisa fica ridicula e o final... Não dá, não dá... Não sai mais nada. Acho que preferi até Gothika.

*/*****

PS: Hoje eu ia ver Hidalgo além desse, mas não deu tempo de eu ir mais cedo e, enfim, passei nas L A depois da sessão de Roubando Vidas e... o resto é óbvio. Vou ver filme em casa. O filme do Viggo Mortensen fica pra depois.



Escrito por LFM às 19h44
[ ] [ envie esta mensagem ]


Opa!

Aí: Desculpe a falta de atualizações, quem estiver entrando nesse blog, ainda.

Hoje mal acordei, liguei a TV e estava lá, prestes a começar, um filme com uma mensagem bem seja honesto e defenda seus princípios até o fim. Já queria vê-lo há muito tempo. Acreditando que não aguentaria ver até o fim, comecei. Que nada, a história me envolveu. Estava precisando de um filme desses. Era O Homem Que Não Vendeu Sua Alma, do diretor Fred Zinnemann. É cheio de momentos antológicos e atuações exageradas. Longe de ser totalmente piegas, porém. Chega até a ser um pouco frio, no conjunto. Mas devido à época e ao lugar em que o filme é retratado, isso é bem compreensível. Mais antológicas são as cenas com Orson Welles, mesmo num papel pouco importante. E, caramba, John Hurt já estava "trabalhando" em 1966...

****/*****

Outra coisa: Passando pela MTV, revi ontem no Videoclash, o clipe de Mr. Writer, agora pela primeira vez na TV. O Stereophonics também tem clipes bacanas. Vi outros do grupo (ex: o novo Moviestar) no site oficial, mas a qualidade não é das melhores...



Escrito por LFM às 20h33
[ ] [ envie esta mensagem ]


E queeeem será?

Arranjaram pra mim? Sei disso não...
She won!
Foi óbvio...


Escrito por LFM às 00h16
[ ] [ envie esta mensagem ]


Abacaxi Atômico

Clique aqui

Esse site é bem bacana. Entrem lá. Aproveitem e votem no Troféu Abacaxi Atômico.



Escrito por LFM às 00h32
[ ] [ envie esta mensagem ]


Eita...

...filminho clichezento!

Chega de bombas Ledger, chega...

Tem bem cara de ser aquele tipo de filme que tem um roteiro previsível pra cacete, mas que ainda pode render um drama-faroeste tradicional assistivel. Grandes atores o lêem (no caso, o Mr. Rush) e vêem a chance de interpretar vilões grandiosos, outros novatos (ou seja, o resto) vêem num épico a chance de se tornarem respeitados em relação àquilo que fazem. Clima de romance entre atores esquenta o bafafá durante as filmagens. Assumem relacionamento... "Deve ser quente".

Acabam as filmagens e a pós-produção. Fazem uma exibição-teste; não funciona. Duração excessiva? Roteiro medíocre? Interpretações idem? "Não interessa (é o que já ouve o famoso piloto automático), vamos levar lá pra sala mágica e cortar o que for possível e impossível". Cortam a duração pela metade. Fazem outra exibição-teste: a coisa só piora. O roteiro parece pior, mais banal, resultando num daqueles filmes do já conhecido subgênero: drama apelativo com elementos diversas vezes explorados e (como se não bastasse) mal utilizados. Pouco convence, pouco entretém.

Então começam a adiar a data de estréia. Lançam direto em DVD em alguns países. Diretores que poderiam ainda fazer algo de bom, começam a entrar em decadência e se tornar cada vez mais dependentes dos estúdios, e cada vez trabalhando com mais roteiros ruins. O que sobra disso? Alguns grandes e novatos, que ainda se salvam atuando em ótimos filmes e... e... sei lá... Heath Ledger e Naomi juntos?

Ainda resta a boa vontade do elenco, a fotografia (clichê, mas bacana), a técnica, bem utilizada (mesmo a favor da banalidade com a qual o roteiro trata os fatos), e a Naomi Watts, que nem é disperdiçada em um bom papel, tem um papel clichê demais mesmo, mas... enfim, é a Naomi.

*/*****

PS - Ainda não vi a versão de 1970, que conta com Mick Jagger fazendo o Ned Kelly.
PS 2 - A palavra que mais usei neste texto foi... "clichê". E não tem por onde.
PS 3 - Top 10 Piores 2004 deve ser, não espero um ano desastroso. Basta Ken Park.



Escrito por LFM às 15h41
[ ] [ envie esta mensagem ]


Top Top Top Top Top

Eis aqui as dez MP3 recentes que mais ouvi no mês de Março:

- Los Hermanos - O Vencedor
- Travis - Love Will Come Through
- Stereophonics - Getaway
- Counting Crows - She Don't Want Nobody Near
- Skank - Vou Deixar
- The Darkness - Love Is Only A Feeling
- Nando Reis - Luz Dos Olhos
- Norah Jones - Sunrise
- Pearl Jam - Man Of The Hour
- Starsailor - Silence Is Easy

No caso da música do Darkness, é uma vontade que passa logo, creio. Quanto à do Skank, que ouço há meses, junto com Dois Rios, já saturou e nada mais no Cosmotron presta. Já musicas como a do Pearl Jam ou a do Stereophonics, vou sempre ouvir.

Agora as MP3 menos recentes:

- Barão Vermelho - Pense E Dance
- Blondie - Heart Of Glass
- Oingo Boingo - Stay
- Led Zeppelin - Kashmir-
- Teenage Fanclub - Sparky's Dream
- Nirvana - Something In The Way
- Foreigner - Waiting For A Girl Like You
- 10cc - I'm Not In Love
- Van Morrison - Everyone
- Lynyrd Skynyrd - Tuesday's Gone

E não reparem as pérolas românticas, ou as pérolas pérolas mesmo (estava com uma puta inspiração para pegar clássicos), ou coisas como Teenage e Nirvana (isso nem é normal, nunca fui um fã fervoroso do Nirvana, não seria agora). Ou seja, todas.


Claro que eu não contei quantas vezes ouvi cada uma pra botar tudo na ordem, não exagerem! Essas 20 foram as que mais ouvi, sem ordem.



Escrito por LFM às 19h55
[ ] [ envie esta mensagem ]


Que nada...

Aquele negócio de censura no Fórum AC era só um problema. Voltou ao normal...

Escrito por LFM às 03h35
[ ] [ envie esta mensagem ]

 
Histórico
Ver mensagens anteriores



Se tiver tempo...
 2JOVEM
 Abacaxi Atômico
 Adorocinema
 Anotações de um cinéfilo
 Baú de filmes
 Blogcitario
 Box Office Report
 Caminho De Mula
 Cine Majestic
 Cinéfilos Online
 Cinéfilos Off-line
 Cinema cuspido e escarrado
 Cinema em Cena
 Cineminha
 Cultura latina
 Curta o Curta
 Diário de um cinéfilo
 Egolog
 Era Uma Vez Na Paraíba
 ETC
 Falha Nossa
 Filmes 04
 Filmes do Chico
 Filmes gls ou quase
 Fórum - Adoro Cinema
 Free as a Weird
 Hattori Hanzo
 Liga dos Blogues Cinematográficos
 Los Olvidados
 Movies & More
 O Nada. O Limbo.
 O Novo Blog da Zona Morta
 Orionlog
 Os intocáveis
 Porta Curtas
 Punch-Drunk Movies
 Reduto Do Comodoro
 Repete que eu não ouvi direito
 ScoreTrack Network
 Screening Log
 Shmock
 Tempos Modernos
 The Internet Movie Database (IMDb)
 The.way.things.are
 Tiago Superoito redux
 TV Magazine
 Vagabundisse




interessado(s) on-line